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Fluxo de caixa
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Fluxo de caixa: guia completo para aplicar na sua empresa

Equipe Bemacash
Equipe Bemacash
27/08/2018
18 min e 27 seg de leitura

Entender o conceito de fluxo de caixa e saber como montá-lo adequadamente em uma empresa é essencial para todo empreendedor, uma vez que essa é uma das principais ferramentas de gestão financeira.

Por meio dela, é possível controlar e equilibrar contas a pagar e receber, além de melhorar o acompanhamento do faturamento e lucro.

Esse instrumento permite enxergar a movimentação de recursos monetários, podendo organizá-las para manter a saúde econômica de um negócio.

Por exemplo, ao tornar claro as operações vinculadas a recebimentos de valores e a pagamentos de obrigações, facilitando a priorização das entradas em datas anteriores às saídas.

No entanto, o fluxo de caixa ainda é um dos pontos fracos da gestão de boa parte dos empreendimentos, especialmente os pequenos e médios.

Aliás, a sua má administração e inexistência são alguns dos fatores que podem levar um negócio à falência.

Se você tem uma empresa e quer aprender mais sobre esse instrumento de gerenciamento, a fim de aprimorar a sua gestão, continue lendo e veja o pequeno guia que preparamos sobre fluxo de caixa!

O que é fluxo de caixa

Como mencionado, o fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão financeira.

Ela é usada para acompanhar/controlar gastos e recebimentos de capital em uma empresa. O primeiro grupo é composto de:

  • compra de matéria-prima;
  • pagamento de dívidas;
  • quitação de juros, taxas e multas de atrasos em obrigações;
  • abatimento ou pagamento completo de financiamentos e empréstimos;
  • salários pagos a funcionários;
  • indenizações ou valores pagos em processos judiciais;
  • tributos recolhidos;
  • investimentos realizados no negócio;
  • pagamento de aluguel etc.

De forma resumida, esse conjunto é integrado por custos fixos e variáveis, além de despesas fixas e variáveis. Investimentos também entram, embora possam ser alocados em um fluxo de caixa específico para eles, como veremos adiante.

Além disso, temos o segundo grupo, que envolve as operações de entrada de valores na empresa.

Elas correspondem aos recebimentos provenientes de:

  • vendas de mercadorias;
  • juros obtidos de pagamentos parcelados ou em atraso de clientes;
  • recebimento de dívidas;
  • desmobilização de ativos;
  • rendimentos de aplicações, entre outros.

Embora os envios de dados possam ser diários, geralmente o controle desse instrumento é mensal, já que permite visualizar melhor o panorama econômico da organização dentro desse período.

Isso facilita a tomada de decisões e a análise das condições do negócio por parte dos gestores.

Dessa forma, o controle é encerrado no último dia de um mês para apuração dos resultados, como volume de entradas e saídas de recursos.

No primeiro dia subsequente, começa um novo controle.

Vale mencionar que o fluxo de caixa não considera somente saídas e entradas, além dos saldos diários, semanais, mensais etc. resultantes da interação entre esses dois grupos.

Ele leva em conta os valores existentes em caixa, os aportes de capital feitos por investidores/sócios e o dinheiro nas contas bancárias da organização.

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)

A Demonstração dos Fluxos de Caixa é um relatório de contabilidade que tem o intuito de mostrar as saídas e entradas de dinheiro no caixa de um negócio, bem como os resultados desse fluxo.

Ele já é um documento contábil, sendo obrigatório para Sociedades de Capital Aberto (SAs), companhias com Patrimônio Líquido superior a R$ 2 milhões, entre outras.

Vale até mesmo para pequenas e médias empresas, de acordo com o item 3.17 (e) da NBC TG 1000 (Normas Brasileiras de Contabilidade).

Ele auxilia no entendimento e na análise da capacidade de uma organização em gerar caixa e equivalentes de caixa em um período específico, por intermédio dos seus recebimentos e pagamentos em dinheiro.

Esse demonstrativo detalha a origem dos montantes obtidos por um empreendimento e como foram aplicados em sua condução.

O DFC inclui tanto o fluxo de caixa quanto as outras contas do grupo do disponível, como aplicações de liquidez imediata e contas bancárias. Deve ser acrescido ao Balanço Patrimonial (BP).

Contudo, o empresário também pode utilizar versões resumidas de fluxo de caixa com a finalidade de controlar melhor a circulação de dinheiro em seu negócio.

No entanto, é importante repassar os fluxos para a contabilidade montar o DFC.

A importância do fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta que contribui para a gestão e otimização de diferentes processos e estratégias em uma empresa. A seguir, separamos alguns de seus principais benefícios de seu uso:

Auxiliar no controle dos gastos

Graças ao fluxo de caixa, o empreendedor e os gestores da empresa conseguem melhorar a gestão de gastos.

Afinal, com a análise das movimentações de saída de recursos, é possível detectar desperdícios, gargalos financeiros e má aplicação de dinheiro.

Também dá para verificar áreas e processos que recebem mais ou menos recursos do que necessitam, propiciando uma divisão mais justa e equilibrada do orçamento organizacional.

Além do mais, fica mais fácil saber se as despesas são justificadas e se há possíveis evidências de fraudes.

Outro ponto interessante é que dá para descobrir se o valor pago por matérias-primas está elevado, indo além do previsto.

Isso dá margem para renegociar com fornecedores ou buscar novos parceiros para fechar acordos mais vantajosos. Sem um bom fluxo de caixa, ter esse tipo de informação fica mais difícil.

Apoiar na tomada de decisão

O controle do fluxo de caixa entrega ao gestor um panorama sobre as fontes e os destinos do capital financeiro que circula dentro do negócio.

Isso possibilita a ele entender quando há um volume maior ou menor de entradas, como em épocas de sazonalidade nas vendas.

Dessa forma, conseguirá tomar decisões melhores, podendo:

  • estabelecer uma política de corte de despesas, especialmente quando identificar gastos com itens supérfluos ou desnecessários;
  • investir mais em marketing para aumentar as vendas;
  • estruturar um plano orçamentário mais condizente com a realidade da empresa;
  • negociar datas melhores para pagamentos de obrigações, tendo em vista os períodos dos recebimentos;
  • evitar equívocos ao solicitar crédito, até mesmo descartando essa ideia. Afinal, sabendo melhor sobre a situação financeira do negócio, é possível entender quando ele precisa de dinheiro (e o valor certo) e quando isso é desnecessário. Sem o fluxo, é possível pensar que ele necessita de capital externo quando, na verdade, ele tem como se manter sozinho.

Obter indicadores de sucesso para a empresa

Ao analisar a entrada e saída de dinheiro em um intervalo de tempo determinado, o gestor poderá ter uma boa noção sobre a empresa ter atingido ou não o desempenho esperado dela.

Ao comparar movimentações de diferentes meses do ano, o empresário conseguirá entender em que épocas há mais vendas ou gastos.

Para melhorar as informações obtidas, dá para comparar fluxos de caixas de anos distintos, no intuito de descobrir em quais a companhia teve mais ou menos despesas, bem como maior ou menor faturamento.

Dá para montar uma série histórica para verificar, por exemplo, se houve maior diversificação nos gastos e nas receitas.

Além disso, esse instrumento permite avaliar o momento mais propício para realizar novas compras.

Outro ponto importante é que o fluxo de caixa pode ser composto por diferentes contas divididas em categorias.

Dessa maneira, o gestor saberá quais grupos impactam mais nas contas e quais fontes de receitas são responsáveis pela maior parte dos ganhos do negócio. Adiante, você verá a importância da categorização das contas do fluxo de caixa.

Para encerrar esse tópico, saiba que o fluxo de caixa também indica a liquidez imediata da organização, isto é, as disponibilidades econômicas (dinheiro vivo ou em contas bancárias) com maior facilidade para serem usadas.

Tipos de fluxo de caixa

Existem algumas variações do fluxo de caixa que são utilizadas para diferentes propósitos dentro da organização.

Cada uma traz um panorama sobre as movimentações financeiras de determinados processos e áreas, podendo ser analisados de maneira individual ou em conjunto.

Veja alguns dos principais:

Projetado

O fluxo de caixa projetado, como o nome diz, é usado para projeções sobre recebimentos e pagamentos. Ele permite antever:

  • necessidades de recursos;
  • potencial de vendas da empresa;
  • custos e despesas;
  • demandas por provisionamento de capital para investimentos ou fundos de reserva;
  • capital de giro necessário para manter a empresa funcionando em um período específico.

Ao contrário do fluxo convencional, nesse você precisa estimar as entradas e saídas de valores e projetar cenários.

Uma de suas vantagens é permitir que a empresa programe melhor as suas ações, como pagamentos de dívidas e aplicação de recursos.

Também pode ser usado para comparar as previsões e os resultados consolidados, no intuito de checar se o negócio gerou os frutos desejados.

Para montá-lo, é preciso levar em consideração históricos, tendências do setor e expectativas em relação à inflação e a variações nos preços de insumos e outras contas (distribuição, transporte, manutenção etc.).

Operacional

Esse fluxo corresponde somente ao registro de movimentações de caixa da organização diretamente relacionados a sua operação, como a aquisição de matéria-prima.

Nesse caso, não se consideram rendimentos de ativos, tributos, compra de imobilizados, entre outras contas alheias à operação.

Direto

O fluxo de caixa direto é semelhante ao operacional, porém inclui tributos, investimentos e necessidade de capital de giro.

Ele registra as movimentações sem realizar descontos, ou seja, essas operações são lançadas na forma bruta. Por causa disso, podemos considerá-lo como um instrumento de controle financeiro mais completo.

Indireto

Esse não é baseado na análise dos fluxos de caixa.

Ele tem mais a ver com lucros e prejuízos indicados no Demonstrativos de Resultados do Exercício (DRE), que são atualizados com base em fatores econômicos. Entre eles, amortização, variações nas contas patrimoniais e depreciação.

Para mostrar as suas informações, essa ferramenta usa os registros dos Balanços Patrimoniais do começo e do final de um período, bem como a já mencionada DRE e outros dados contábeis.

De investimentos

Após deduzir despesas e custos do orçamento da empresa, como gastos operacionais e pagamento de tributos, o que sobra servirá para o fluxo de caixa de investimentos.

Isso porque ele considera o volume de recursos monetários empregado com gastos de capital, como a compra de maquinários.

Ele também envolve o montante gasto e recebido pela aquisição e venda de ativos que produzem receita.

Vale destacar que a análise dessa ferramenta permite uma visão mais ampla sobre a viabilidade do orçamento corporativo para dar conta de possíveis investimentos.

Por exemplo, aplicações na bolsa de valores.

Livre

Esse fluxo corresponde ao que resta no caixa depois das deduções e dos pagamentos contábeis.

É muito empregado em estimativas financeiras e na valoração de um negócio, já que indica o potencial de distribuição de dividendos de uma organização.

Ele mensura a capacidade que uma empresa tem em produzir capital em longo, médio e curto prazo.

Sua fórmula envolve o fluxo de caixa operacional menos a amortização, depreciação e compras de imobilizados.

Fluxo de caixa e os regimes de apuração de eventos contábeis

Regime de caixa

Quando o gerenciamento do caixa leva em consideração as datas de entradas e saídas efetivas de capital, chamamos de Regime de Caixa.

Por exemplo, se um cliente faz uma compra parcelada hoje, porém realizará o primeiro pagamento só daqui a 30 dias, o lançamento do valor será feito apenas depois desse prazo, quando o dinheiro cair na conta do negócio.

Esse geralmente é o modelo adotado pelo fluxo de caixa.

Afinal, por meio dele, é possível ter uma visão ampla sobre a movimentação financeira da empresa, de modo a verificar quais são as suas disponibilidades bancárias no momento.

Contudo, esse método pode levar a distorções por causa do recebimento de contas atrasadas.

Por exemplo, digamos que uma organização, em um mês, obteve um grande fluxo de receitas proveniente de débitos e dívidas atrasadas de clientes.

Isso pode levá-la a crer que gerou lucro ou bons resultados nesse período, quando na verdade o montante recebido era esperado em fluxos de meses anteriores.

Regime de competência

No regime de competência, os registros contábeis são feitos considerando-se as datas das operações, isto é, quando as compras e vendas são efetuadas, mesmo que o dinheiro só saia ou entre depois de dias ou meses.

Por exemplo, um parcelamento em 10 vezes será registrado no instante em que é firmado, com o seu valor integral, e não mensalmente a cada prestação paga/recebida, como ocorreria no regime de caixa.

É comum que organizações usem DREs pelo regime de competência, enquanto o fluxo de caixa é conduzido pelo outro modelo.

Estrutura do fluxo de caixa

Um fluxo de caixa deve conter algumas seções para ser corretamente gerido. São elas:

Contas a pagar

Nessa parte, estão especificados os gastos do negócio — despesas fixas e variáveis, custos fixos e variáveis, investimentos etc. Entre eles, temos:

  • conta de água, luz e internet/telefone;
  • pagamento de salário de funcionários;
  • seguros;
  • tributos;
  • compra de insumos;
  • serviços bancários;
  • retiradas de sócios
  • aquisição de materiais de escritório;
  • gastos com transporte e armazenamento.

Contas a receber

Nessa seção, são listadas as entradas de valores no negócio, sendo provenientes de:

  • vendas de produtos a vista ou a prazo;
  • receitas não operacionais;
  • rendimentos de ativos;
  • juros recebimentos, entre outros.

Saldo do caixa

Aqui é lançado o valor disponível em caixa, ou seja, os recursos dos quais a empresa dispõe imediatamente (capital líquido).

Saldo em contas bancárias

O valor pertencente à empresa e guardado em suas contas bancárias também faz parte do fluxo de caixa.

Ele pode ser incluso em uma seção à parte do controle ou colocado em conjunto com o saldo total do caixa.

Demonstração gráfica para facilitar as análises

Esse tópico não integra o fluxo de caixa, porém é importante para que as informações lançadas no controle sejam melhor compreendidas.

Sendo assim, é indicado buscar uma solução de gerenciamento que tenha um módulo de fluxo de caixa e que, especialmente, seja capaz de gerar gráficos, estatísticas, modelos etc.

Elas facilitam a percepção de tendências, oscilações e variações nas movimentações do negócio.

Por meio delas, será possível analisar, entre outras coisas, as necessidades do caixa, as modalidades de despesas que mais impactam na operação e o saldo acumulado — monetários no caixa, no banco, em investimentos financeiros etc.

Aplicações do fluxo de caixa

O fluxo de caixa tem diversas aplicações, de modo que o seu uso dependerá dos objetivos, anseios e das peculiaridades de cada empresa.

Para dar uma noção melhor de seus potenciais, separamos alguns de seus principais usos.

Apoiar na elaboração de um plano financeiro

Como visto antes, o fluxo de caixa pode ajudar a melhorar a divisão orçamentária dentro da empresa.

Além disso, as suas informações contribuem para o planejamento financeiro do negócio em curto, médio e longo prazo.

Afinal, nesse instrumento, estão lançados todas as receitas e os gastos. Sabendo quais são eles, os gestores terão uma ideia melhor sobre o dinheiro que entrará no negócio e poderá ser investido ou gasto.

Indicar possíveis reduções de custo

Ao monitorar os registros de custos, é possível descobrir se existe alguma conta demandando mais recursos do que deveria.

Por exemplo, ao analisar a conta de água, é possível descobrir se ela está dentro do esperado ou se há desperdícios/vazamentos.

Para tanto, basta verificar o histórico de pagamento das faturas nos fluxos de meses anteriores.

Se cada seção do seu fluxo tem subdivisões, também fica mais simples identificar problemas.

Você poderá checar, por exemplo, se a conta do café não está mais alta do que deveria, se os gastos com materiais de limpeza deram um salto devido a desperdícios ou se o pagamento de juros está elevado.

Nesse último caso, talvez seja necessário repensar a sua conciliação de recebimentos e pagamentos para priorizar a entrada de dinheiro para, então, pagar as suas contas, a fim de evitar multas e juros.

Eventualmente, isso poderá demandar novas negociações com fornecedores e credores.

Embasar projeções de receita

Para estimar o faturamento e lucro da empresa, é importante contar com uma boa previsão de fluxo de caixa.

Isso porque nele serão lançados as estimativas de gastos e receitas, que são fundamentais para prever os resultados do negócio em determinado período.

Descobrir em qual segmento investir melhor

O fluxo de caixa também permite descobrir quais produtos ou modalidade de vendas (à vista, a prazo, consignado etc.) geram melhores resultados.

Consequentemente, será possível investir mais neles, a fim de potencializar o desempenho dessas fontes e do próprio negócio.

Erros que você não deve cometer

Não atualizar o controle constantemente

Normalmente, os registros das operações no fluxo de caixa são feitas periodicamente, ou seja, toda semana, mês, trimestre etc.

O mais indicado é que os lançamentos sejam realizados diariamente, pois diminuem chances de erros e facilitam a correção dos dados, caso ocorram incoerências. Basicamente, essa prática aumenta a confiabilidade e a precisão dos números.

Por exemplo, se o envio de informações é feito toda semana, caso haja um desajuste entre saídas e entradas motivadas por um número digitado errado ou uma nota fiscal duplicada, poderá ser preciso checar lançamentos de até setes dias.

Em uma empresa varejista com grande circulação de produtos, isso seria extremamente trabalhoso.

De outro modo, se os registros são diários, subentende-se que será necessário analisar apenas as informações do dia do erro, pois no dia anterior, ele estava correto. Caso contrário, não poderia ter sido fechado.

Portanto, ao não atualizar os dados periodicamente, corre-se o risco de aumentar o trabalho em eventuais conferências de informações.

A demora no lançamento também dá margem para o sumiço de documentos, notas, informações importantes etc.

Não segmentar as categorias

É importante categorizar todas as operações financeiras em grupos, no intuito de melhorar a organização dos lançamentos e a análise dos resultados.

Caso contrário, as suas avaliações poderão ser mais superficiais ou ficarem aquém do que poderiam ser. Para tanto, você pode dividir as contas em:

Entradas

  • venda de mercadorias/serviços (atividade-fim da organização);
  • receitas não operacionais, isto é, geradas por outras fontes como os rendimentos de ativos financeiros;
  • recebimento de dívidas, pendências, contas e outras obrigações de clientes;
  • desmobilização de ativos ou mesmo do patrimônio da companhia;
  • recebimento de multas, taxas e juros.

Saídas

  • pagamento de parceiros de negócios (fornecedores e credores);
  • tributos (impostos, taxas e contribuições);
  • pagamento de folha salarial, bonificações e benefícios a funcionários (como planos de saúde);
  • compra de matérias-primas ou produtos para revenda;
  • investimentos em publicidade e marketing etc.

Contar com o capital que ainda não entrou no caixa

Se você utiliza uma projeção de fluxo de caixa, tome cuidado para não buscar empréstimos ou retirar dinheiro de processos importantes para investir em outros propósitos, enquanto conta com um recurso monetário que ainda não entrou na empresa.

Para não ter esse tipo de problema, o melhor é acompanhar em paralelo as duas ferramentas de gestão financeira — a do dia a dia e a de estimativas.

Dessa forma, poderá compará-las para apurar melhor os resultados esperados e obtidos pelo negócio.

Não usar os dados para tomar decisões

Os registros organizados do fluxo de caixa precisam ser usados.

Afinal, eles trazem informações valiosas sobre a condição financeira da empresa.

Lançá-los apenas por obrigação para compor o DFC significa a perda de uma grande oportunidade de entender melhor a constituição das receitas e dos gastos do seu negócio.

Não ter um bom sistema de gestão com controle de fluxo de caixa

É importante adquirir um sistema de gerenciamento que automatize a organização do seu fluxo de caixa, incluindo lançamentos graças ao cruzamento de informações financeiras de outros setores.

Por meio dele, você terá um controle mais profissional do caixa do negócio, especialmente se você lida com centenas ou milhares de operações financeiras diariamente.

Sem isso, as chances de equívocos nos registros aumentam, além de ficar mais difícil gerenciar um grande volume de saídas e entradas de valores.

Por fim, é importante destacar que a ausência ou o descontrole do fluxo de caixa são alguns dos motivos que podem levar uma empresa à falência.

Sem eles, fica mais difícil descobrir desequilíbrios econômicos e controlar adequadamente os gastos, evitando exageros.

Portanto, vale a pena investir nessa ferramenta de gestão financeira.

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Escrito por

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