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Projeção financeira: por que prever lucros e despesas é tão importante?

Bemacash Totvs
Bemacash Totvs
21/06/2019
6 min e 12 seg de leitura

Criar estimativas e elaborar um planejamento financeiro para a empresa faz parte da rotina de um gestor. Essas atividades são importantes para definir os objetivos e as ações que devem ser tomadas para que eles sejam alcançados com eficiência. Nesse contexto, surge a projeção financeira e a importância que ela tem nesse processo.

Neste post, vamos mostrar por que ela deve ser criada, quais são os tipos existentes e como ela deve ser feita. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue conosco e confira logo a seguir!

Por que construir a projeção financeira?

O objetivo de se criar uma projeção financeira é, basicamente, poder estabelecer estimativas a respeito do futuro e, com base nela, poder alocar os recursos adequadamente em cada uma das áreas.

Nesse sentido, uma projeção que mostra um aumento dos custos ou uma queda nos recebimentos pode levar o gestor a reavaliar as estratégias e adotar medidas como a diminuição dos gastos. A ideia que é os resultados sejam próximos do que foi previsto e não gerem situações que pegam a empresa de surpresa, mesmo em casos em que ocorra algum prejuízo.

Ela pode ter diversas finalidades, entre elas:

  • elaboração do planejamento financeiro;
  • criação do plano de negócios;
  • estudo de viabilidade econômica para processos decisórios;
  • desenvolvimento de novos projetos.

Quais são os tipos de projeção financeira?

A criação da projeção financeira leva em consideração o que se espera para períodos futuros, como dito. Nesse sentido, ela pode ser realizada a curto, médio e longo prazo, o que contempla desde os intervalos mais curtos até os mais longos (superiores a 5 ou 10 anos, dependendo da visão de negócios). Saiba mais sobre isso nos próximos tópicos.

A curto prazo

De maneira geral, projeções de curto prazo têm como objetivo fazer a gestão do capital de giro e dos ativos circulantes. Isso envolve o controle de estoque, o acompanhamento das contas a receber e a pagar, entre outras questões que afetam o caixa dentro do prazo de um ano.

Elas são comumente usadas para acompanhar métricas, administrar o fluxo de caixa, alocar recursos e aumentar a transparência da empresa — compartilhando informações com os colaboradores e outros interessados (como investidores).

A médio prazo

Geralmente essas estimativas contemplam o período de três anos. São usadas com o objetivo de explicar qual é a saúde financeira esperada e o crescimento da empresa para os próximos anos.

Por se tratar de um período maior que as de curto prazo, essa projeção conta com uma margem de erro maior. Entretanto, o ideal é que os diagnósticos passem por uma revisão a cada seis meses ou sempre que houver alguma mudança nas premissas do planejamento ou no modelo de negócios adotado.

Elas são muito utilizadas para indicar o crescimento da empresa, validar o modelo de negócios e identificar a necessidade de capital, por exemplo.

A longo prazo

Por fim, projeções financeiras de longo prazo ajudam a construir cenários nos quais a empresa atuará futuramente. Com base nisso, gestores desenvolvem estratégias, planos e processos para lidar com cada um deles.

Esse planejamento é muito utilizado para identificar possíveis necessidades de capital que podem surgir futuramente para que os objetivos sejam alcançados, o que envolve aumento da produção e abertura de filiais, por exemplo.

Como elaborar uma projeção financeira correta no fluxo de caixa?

Agora que você já entende melhor os conceitos da projeção financeira, é o momento de partir para a prática e entender como ela pode ser elaborada. Veja, a seguir, quais elementos devem existir e o que precisa ser considerado.

Principais elementos

Uma boa estimativa é, quase sempre, feita com base em resultados passados. Por meio deles, consegue-se identificar um padrão de resultados, além dos momentos em que ocorrem sazonalidades (que impactam diretamente as vendas). Sendo assim, os elementos que devem existir em uma projeção incluem:

  • dados históricos (análise do resultado do fluxo de caixa passado);
  • sazonalidade;
  • despesas futuras;
  • percentual de crescimento ao ano;
  • investimentos em potencial (e como eles podem afetar as receitas e os custos).

O que é preciso considerar

Agora, mostraremos quais aspectos precisam ser considerados na criação de uma projeção financeira mais acertada.

Projeção de vendas

A projeção de vendas mostra qual é a expectativa do montante que se espera receber com a venda de produtos e serviços em um determinado período que ocorrerá futuramente. Assim como a estimativa financeira, ela deve ser criada baseada em dados, o que envolve a análise de informações que dependem do ramo de atuação da empresa, como:

  • Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) para comércios que vendem produtos adquiridos de terceiros;
  • Custo dos Produtos Vendidos (CPV) — para empresas que fabricam os próprios produtos;
  • Custo dos Serviços Prestados (CSP) — para empresas que têm a renda proveniente da prestação de serviços.

Fluxo de Caixa

O acompanhamento do Fluxo de Caixa é uma rotina crucial para empresas que querem manter e melhorar a saúde financeira. As projeções ligadas a ele devem mostrar quais são as entradas e saídas de dinheiro que podem afetar o caixa no futuro.

Em geral, elas são criadas com base na análise de dados passados e projeções de cenários coerentes com esse histórico — além de considerar o orçamento empresarial (que contempla projeções de vendas, orçamento de custos e despesas, e os investimentos).

Ele ajuda a prever resultados e contribui para que o gestor ajuste as ações para evitar problemas que podem acarretar prejuízos financeiros.

Ciclo financeiro

Ele está ligado ao tempo decorrido entre o pagamento dos fornecedores e o recebimento dos valores referentes às vendas realizadas (ou serviços prestados). Ter um ciclo curto — ou seja, prazos estendidos para pagar os parceiros de negócios e rapidez na entrada de dinheiro em caixa — é sinônimo de mais dinheiro em caixa e menor dependência de juros bancários, por exemplo.

Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio consiste no equilíbrio entre as receitas e as despesas em um intervalo de tempo. Ele indica qual é o faturamento necessário para que a empresa consiga pagar as contas e, a partir desse valor, obter lucro com as vendas.

Ele é bem útil para tomada de decisões que envolvem a geração de novos gastos, que, por sua vez, podem afetar as projeções e o ponto de equilíbrio.

A construção de projeções financeiras é feita com base em muita análise e estudo. Ainda que elas possam conter uma margem de erro (principalmente as de médio e longo prazo), são fundamentais para que se possa criar um planejamento condizente com os objetivos, além de guiar todas as equipes a respeito de quais caminhos devem ser adotados para se chegar ao patamar que se espera.

Se você gostou deste artigo sobre projeção financeira e quer aprender mais sobre os aspectos ligados à gestão financeira de uma empresa, não pode perder um conteúdo que fizemos especialmente para falar sobre o fluxo de caixa e como ele pode ser acompanhado. Confira!

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Escrito por

Bemacash Totvs

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